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2021/04/27

PERSONAGENS DE "FESTA É FESTA" NA TVI

Festa é Festa tem um dos elencos mais originais das telenovelas nacionais

A mistura entre atores conceituados ao longo das últimas décadas com atores novatos, faz de "Festa é Festa" um novela original.

O tom leve da telenovela da TVI faz com que o elenco tenha alguns atores mais especialistas no Humor como é o caso de Manuel Marques ou Pedro Alves.

Existem vários núcleos, sendo os mais importantes, o núcleo ligado a Corcovada e os núcleos de Bino e Tomé.

Atores de Festa é Festa

CORCOVADA BRITO

Interpretado por Maria do Céu Guerra

99 anos. É a mais idosa da aldeia, estando a semanas de cumprir o seu centenário. Filha de pais emigrados no Brasil, Corcovada viveu no Brasil até aos 30 anos, data em que conheceu Alberto – um industrial português na área dos tecidos – e se apaixonou. Foi amor à primeira vista e amor de uma vida. Veio com Alberto para Portugal, casaram e tiveram um filho: António (já falecido). Corcovada enviuvou cedo (Alberto faleceu com cinquenta e poucos anos) e desde aí passou a habituar-se a viver a sua vida sozinha, pois o seu filho António foi estudar para Coimbra, onde se enamorou por uma lisboeta e fez toda a sua vida familiar lá, visitando a mãe a espaços. António também teve um único filho, João Maria, pai de Ana Carolina – bisneta de Corcovada que está de chegada à aldeia. Corcovada e João Maria nunca tiveram grande ligação, tal como Ana Carolina e a bisavó. Corcovada recusa-se a ceder à idade. É uma mulher enérgica e pouco dada a falar de maleitas, como faz a grande maioria das mulheres da sua geração. Não tem paciência para elas. Pelo contrário, dá-se bem melhor com a juventude. Por herança, dos pais e do marido, é dona de uma pequena fortuna e a grande mecenas da aldeia. Gosta de ali viver, pela tranquilidade, pela qualidade de vida e por ser a terra do seu falecido marido, a pessoa de quem mais gostou e respeitou na sua vida. Dado à sua fortuna, à sua idade bastante avançada, e ao facto de não ter muita ligação à família, uma boa parte das pessoas da aldeia vê com bons olhos fazer parte da lista de herdeiros desta centenária e vão fazer de tudo um pouco para a agradar. Só que, para pena deles: Corcovada é tudo menos parva e tem uma saúde de ferro. Muito pouco dada a medicamentos, vê no seu shotzinho de cachaça, todas as manhãs, a cura para todos os males. Por puro gozo, mantém um pequeno e discreto flirt com o taxista da aldeia, Manel, que é quem a leva a passear e às lojas dos chineses, onde Corcovada se mostra uma ávida consumidora de tudo que é chinesice e com cor. Apesar de todos os contrastes, Corcovada irá construir uma relação de amor e cumplicidade com a sua bisneta Ana Carolina, e terá no médico da aldeia o seu confidente, mas com uma condição: não se falar em doenças.

ALBINO (BINO) JESUS

Interpretado por Pedro Alves

Na casa dos 50 anos, é o figurão da aldeia. Presidente da Junta. Presidente da Comissão de Festas. Presidente da Casa do Povo. Presidente do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. É um pato-bravo sem grandes ambições, para além da ambição de ser rico. Mas as únicas maneiras de o conseguir são: herdando a herança de Corcovada, a quem não poupa esforços para agradar; as trafulhices na Junta; e os bens que vai roubando aos defuntos, ao abrigo da função de coveiro. Albino não é um natural da terra. Foi para lá viver quando casou com Florinda, depois de terminar o serviço militar. Desse casamento nasceu o seu filho Carlos, que em quase nada sai ao pai, para sua grande arrelia. Homem de poucos estudos, trabalha desde sempre na aldeia como coveiro. A essa função aliou uns anos mais tarde o cargo de “faz-tudo” na Junta de Freguesia e é através dessa faceta que vai ganhando a proximidade/popularidade com o povo, que mal ou bem precisa dele. Com a morte do ex-presidente da Junta, Albino tem a epifania de se candidatar à Junta e, fazendo uso de toda a sua personalidade trafulha e pouco honesta, promete mundos e fundos a toda a gente, longe de algum dia poder cumprir tais promessas. Mas a estratégia funcionou e Albino ganhou as eleições. E, com isso, vieram os problemas... Mas nem tudo é mau em Albino. Apesar de todas as falhas de carácter, tem uma grande virtude: é absolutamente fiel à esposa. Mas com muita dificuldade, já que Florinda é uma mulher assexuada e, também, porque a sua jovem e sexy secretária na Junta é vidrada por ele e não desiste das investidas. Mas Albino vai-se mantendo firme. Enquanto vai conseguindo...

FLORINDA JESUS

Interpretado por Ana Brito e Cunha

Na casa dos 50, é mulher de Albino e mãe de Carlos. É uma beata, catequista, uma mulher muito tradicional e conservadora. É natural da aldeia, sempre foi muito agarrada aos pais e à família, no geral. Contudo, é uma mulher minimamente instruída, mais até do que o seu marido. É uma mulher sem mundo e a sua vida resume-se a Deus, à família e à vida de aldeia. Não tem grandes ambições, vivendo bem com aquilo que tem. Dá graças a Deus, todos os dias, por ter o essencial. O seu grande orgulho é o filho, embora não seja uma mãe calorosa. Pelo contrário, é muito exigente com Carlos. Quer fazer dele um homem com valores, trabalhador e, acima de tudo, um bom ser humano, crente a Deus. Dá-se conta que o filho já é um homem e não há maneira de demonstrar interesse em arranjar mulher e ter, ele próprio, uma família, mas não vive obcecada com isso, ao contrário do pai, Albino. É empregada na casa de Corcovada e cuida dela. Mais do que um trabalho, Florinda cuida e preocupa-se genuinamente com a idosa, o que a fará ter um conflito permanente com o marido, que só vê em Corcovada um meio para ficar endinheirado. Casou virgem. Albino foi o seu único homem até hoje. Mas acontece que Florinda vive atormentada com o seu “grande pecado” de toda a vida: ter uma paixão platónica pelo Padre Isidro, desde os tempos em que ele ainda não era padre. Ou seja, desde criança. Talvez por isso, e pela natureza em si, Florinda seja uma mulher totalmente assexuada, sem líbido, sofrendo com isso. Ela e Albino... naturalmente.

PADRE ISIDRO BOTICA

Interpretado por Carlos Cunha

Na casa dos 50 anos, Padre Isidro é natural da aldeia, tendo passado lá a sua vida, exceto nos anos em que frequentou o seminário, no Porto. Isidro descobriu muito cedo a sua vocação para Padre, para grande desgosto das raparigas desse tempo, grupo esse encabeçado por Florinda, a sua melhor amiga desde sempre. Isidro sempre soube que Florinda era perdida de amores por ele, e também ele chegou a ser. Só que o chamamento por Deus falou mais alto. O máximo que aconteceu entre eles foi um beijo à beira-rio, beijo esse que marcou Florinda para sempre. Embora sem interesse amoroso, Isidro preocupa-se com Florinda, e tenta protegê-la. Vive, assim, atormentado por Florinda ter casado “tão mal”. Podia ter escolhido um homem mais decente. Isidro é um homem/padre acarinhado por toda a população. Não há quem não goste dele. Só tem uma particularidade que atormenta toda a aldeia: é que quando bebe (e basta uma quantidade mínima) algo com álcool, torna-se demasiado falador e chato, contando histórias sem interesse, absolutamente, nenhum da sua infância e dos tempos do seminário, em que se achava um libertino. Só que não. Face a esta particularidade, as missas chegam a demorar horas, mal ele toca no vinho que tem no cálice. Assim, toda a aldeia é cúmplice em não o deixar beber e fazem tudo para lhe trocar as voltas. Para além de padre, Isidro é também professor de latim... numa aldeia em que a maioria dos habitantes mal estudou português. À margem disso, Isidro esconde um segredo: é filho bastardo do filho (já falecido) de Corcovada.

SÔTOR

Interpretado por José Carlos Pereira

Médico trintão, trabalha fora, mas vai à aldeia duas vezes por semana. Para além de médico, também o convencem a ser veterinário. E parteiro. E enfermeiro. E fisioterapeuta. E tudo. Por ser um homem mais moderno, todos os machos aldeões acham que ele é homossexual. Pelo contrário, as mulheres não. O Sôtor é um homem envolto de mistério, desconhecendo-se, de todo, a vida dele fora do consultório. É um homem culto, viajado e que, volta e meia, fica muito alheado, quer emocionalmente, quer presencialmente. Sofre de fortes dores de cabeça e automedica-se em excesso, levando a população, a pouco e pouco, ficar preocupada, sem perceber a causa.

VUITTON SILVA

Interpretado por Beatriz Costa

Vinte e poucos anos. É falsa irmã gémea de Louis. Nascida em França, pouco dada aos estudos. Ao contrário dos pais, fala mais francês do que português. É uma rapariga altamente dependente de tecnologia e tem uma espécie de negócio de roupa no Instagram. Em miúda adorava as férias na aldeia e teve uma “paixoneta” de infância por Carlos. Só que, a partir da adolescência, deixou de ter qualquer apego à aldeia e sofre com cada ida. A única pessoa com quem mantém algum contacto na aldeia é Manuela. É mais apegada à mãe do que ao pai. Desde a falência do pai, passou a tratá-lo com desdém, semelhante ao de São. Tem no irmão o confidente dos seus desaires emocionais

MANEL MARTINS

Interpretado por Vítor Norte

Perto dos 60 anos, taxista da aldeia. É casado com uma mulher, relativamente, mais nova e enxuta. Foi um bon vivant nos tempos da tropa. Antes de ser taxista viveu de alguns esquemas mais obscuros. Foi assim que conseguiu comprar o táxi. É bem-falante, conversador, e é isso que o faz ter sido o escolhido de Corcovada como uma espécie de motorista dela. Espertalhão, sabe que Corcovada tem uma espécie de affair por ele e usa isso para lhe ir sacando uns dinheiritos. É ele que, volta e meia, vai com o cartão dela levantar dinheiro ao multibanco da cidade, aproveitando-se disso. Finge não perceber as indiretas de Corcovada, mas vai alimentando o interesse dela. Ele é o seu veículo para fora da aldeia e ela é o seu veículo para ir enchendo os bolsos.

ADELAIDE FESTAS

Interpretado por Filomena Gonçalves

Mulher de quase 60 anos. Mãe de Jorge. Irmã de Fernando. Viúva. Está à beira de um estado depressivo por ter perdido o emprego em tempos de pandemia e com crescentes sinais de pobreza extrema. Tem uma má relação com a cunhada, São.

AIDA TRINDADE

Interpretado por Ana Guiomar

Mulher de Tomé e dona da “venda” da aldeia. Tal como Tomé, também se orgulha muito da decoração moderna da sua mercearia e dos produtos gourmet que vende, mas que ninguém sabe para o que servem. Tal como Tomé, também é uma cusca de primeira. É o típico “mata e esfola”. Derivado da zanga que Tomé tem com Albino, Aida também toma Florinda por ponta. Muito por achá-la uma “rata de sacristia”, coisa que Aida não é de todo. Aida é muito vaidosa e gabarolas e quer que as mulheres da aldeia a tomem como um exemplo de progresso. Embora seja amiga de São desde a infância, não vê com bons olhos as novidades de Paris que ela desconhece e que São traz à terra. Aida é uma mulher que gosta de estar no controlo das coisas e, secretamente, entusiasma-a imaginar-se no papel de Presidente da Junta. Aos poucos, vai dando esses sinais, primeiro ao marido e depois à população. A venda serve-lhe, por isso, como um meio de propaganda política. É a “cabecilha” da comissão fabriqueira (quem trata dos doces para a festa). Tem uma atração (que não passa disso) pelo “sôtor”, inventando doenças para ser vista por ele.

ANA CAROLINA BRITO

Interpretado por Beatriz Barosa

20 anos. Bisneta de Corvocada e filha de João Maria. É uma “beta” de Lisboa, com tiques de “queque”, que apenas conhece a realidade da cidade. Não faz ideia de como é a vida numa aldeia. O máximo de “Portugal profundo” que conhece é de ter ido a meia dúzia de Festivais de Verão pelo país. Todavia, Ana Carolina não é uma rapariga fútil. É apenas convencida em demasia e de nariz empinado. É estudante do último ano de Estudos Portugueses, da Faculdade de Letras. Ana Carolina sofreu, recentemente, um desgosto de amor. Foi traída pelo seu namorado Bruno, com a sua melhor amiga, Filipa. Bruno não era um grande amor, mas mais por despeito do que outra coisa qualquer. Está a sofrer a rejeição e a traição. O seu pai João Maria, um “tio” lisboeta falido vê nesta zanga de namorados uma excelente oportunidade para enviar Ana Carolina para a aldeia “curar” o dito desgosto, com o objetivo da filha criar um laço afetivo com Corcovada, também com vista na herança da idosa. Cosmopolita e altamente tecnológica, Ana Carolina está prestes a viver um pesadelo numa aldeia onde a tecnologia nem sempre funciona. Mas a vida – e a sua bisavó – encarregar-se-á de lhe ensinar uma grande lição: que em quase tudo na vida, a beleza das coisas está na sua simplicidade... e o amor pode estar onde menos se espera.

ANTÓNIO PEÇANHA

Interpretado por Luís Simões

Vinte e muitos anos. Anda há vários anos a tentar concluir os estudos básicos para tirar a carta e levar Fátima, no seu carro, a conhecer Lisboa. É louco por ela, mas muito desajeitado quando estão a sós. É um rapaz de trabalho e ajuda na mercearia, bem como em tudo o que lhe dê uns dinheirinhos. É um rapaz sério, trabalhador, honesto e muito simpático. Sonhava na infância ser jogador de futebol e até levava jeito. Só que a vida não lhe deu possibilidade de ir jogar para fora da aldeia. Já ao hóquei em patins nunca ligou muito, o que o leva a ser bastante criticado, uma vez que é o desporto-rei daquela aldeia. Um dia irá arriscar e descobrir-se ali um grande craque. É o hóquei que irá mudar a sua vida. Mas isso é só lá mais à frente, porque nesta fase ele está mais interessado no rancho folclórico, não tanto por gosto ou por jeito (que não tem mesmo), mas para estar perto de Fátima.

BRUNO

Interpretado por Gonçalo Norton

Ex namorado de Carolina, na casa dos vinte e poucos. Um típico beto. Traiu Ana Carolina com a melhor amiga dela. Fútil e acha que consegue sempre o que quer. Temperamental e manipulador.

CAMILA LEITÃO

Interpretado por Marta Gil

Quase nos quarenta, é a Presidente da Câmara. Estudou em Lisboa, ligou-se à política e, depois de se divorciar, candidatou-se à Câmara do Município, do qual a aldeia faz parte. Filha de Glória, o que a faz ir várias vezes à aldeia: umas de visita à mãe, outras em trabalho. É uma mulher de Esquerda, cheia de princípios e não pode com Albino, cheirando a léguas as suas trafulhices.

CARLOS JESUS

Interpretado por Rodrigo Paganelli

24 anos. Filho de Albino e Florinda. É aquilo a que se chama um “bom rapazinho”. Ex acólito, trabalha como “faz-tudo” na Junta de Freguesia, emprego que o seu pai já teve e que fez questão que o filho seguisse as mesmas pisadas. Não é realizado a fazê-lo, mas também ainda não sabe muito bem aquilo que o realiza, na verdade. Toda a vida teve uma postura de “deixa andar”. Albino toda a vida tentou incutir-lhe a sua maneira de ser, mas Carlos, muito por trabalho da mãe, tem conseguido resistir. Não se revê na personalidade do pai, mas também não tem a coragem de lhe dizer as verdades. Foi criado de maneira a respeitar os pais, sem levantar grandes questões. O típico “enquanto viveres debaixo do nosso teto, quem manda aqui somos nós”. Educado, respeitador e, sobretudo, bem-mandado, tem momentos em que quase roça o totó. Isso faz com que as pessoas vão, constantemente, abusando dele, o que para um chico-esperto como o pai, é um desgosto. A juntar a tudo isto, Carlos é muito inexperiente com as mulheres. Na verdade, nunca teve uma. Provavelmente terá, também, herdado este lado da mãe, que o pai, uma vez mais, tenta contrariar. Mas será este verão que as coisas vão mudar para Carlos, a este nível, pois Ana Carolina e Vuitton vão despertar nele algo que nunca sentiu na sua vida... difícil será escolher.

ELIZABETE (BETINHA) TRINDADE

Interpretado por Ana Marta Contente

Vinte e poucos anos. Filha de Tomé e Aida. Elizabete não frequentou o ensino superior. Completou o décimo segundo ano e tirou um curso profissional de secretariado. Acha-se uma executiva naquela aldeia. A única, aliás. Herdou da sua mãe os trejeitos de grandezas e ambições políticas. Jamais trabalharia no café do seu pai mas gosta de ser a filha do dono. Acha que lhe dá estatuto perante os demais da sua idade. Trabalha como secretária na Junta de Freguesia e é fixada em Albino. Provoca-o diariamente sem que, absolutamente, ninguém saiba, falando-lhe sempre que o provoca com um sotaque igual ao dele. O sonho dela é que Albino um dia a leve a conhecer o Mediterrâneo de cruzeiro e iniciarem, assim, um grande amor. Não deve muito à inteligência, mas compensa na estampa. Os homens babam todos por ela, o que irrita o seu pai Tomé e, ainda mais, Albino. Já ela, adora...

FERNANDO SILVA

Interpretado por Manuel Marques

50 anos. Marido de São e pai dos gémeos falsos, Louis e Vuitton. Fernando emigrou para França na década de 90, com vinte e poucos anos. Emigrou antes de casar com São, mas já se namoravam. Como não tinham dinheiro para casar e Fernando, desde sempre, foi apaixonado por São, emigrou para ganhar para a boda. Atualmente é um empresário da construção falido, sendo que o negócio da mulher é que mantém a família. Essa circunstância, além de o envergonhar enquanto homem da família, dá a São um ascendente sobre ele, fazendo-o vergar-se aos caprichos dela. Pacato, de bom trato, Fernando é um bonacheirão, amigo de todos e muito dedicado à família. Tem um orgulho enorme nos seus gémeos (Louis e Vuitton) e na terra onde nasceu e foi criado. Devido aos anos a viver em França, foi cada vez mais misturando o francês com o português. É irmão de Adelaide (mãe de Jorge), com quem está de relações cortadas há largos anos, devido à exigência de São. Mas gosta muito do sobrinho.

FILIPA

Interpretado por Francisca Cerqueira Gomes

Ex melhor amiga de Ana Carolina. Estudaram juntas desde o colégio. Invejosa, sempre cobiçou tudo o que era de Ana Carolina, em particular os namorados. Até ao dia em que se envolveu, finalmente, com um: Bruno.

FÁTIMA FIGO

Interpretado por Marta Andrino

Fátima é uma rapariga de poucos estudos, muito humilde e trabalhadora. Começou a trabalhar cedo para ajudar os seus pais em casa. É uma boa filha, uma boa amiga e sonha em ter uma família. Tem muito bom fundo e é uma conciliadora. É também detentora de muita energia, não virando a cara aos desafios. Considera-se uma rapariga de luta e de trabalho, conquistando tudo o que tem com suor e sacrifício. É empregada no café de Tomé e gosta do que faz, pois é uma rapariga bastante comunicadora, que gosta de falar com pessoas. Tem sempre boa disposição e uma palavra amiga para toda a gente. Tem também muita mão para a cozinha, levando a que o café de Tomé seja o mais referenciado sítio das redondezas para se petiscar. É apaixonada por Carlos desde criança e é a sua melhor amiga/confidente. Detesta que o patrão se meta na vida dos outros. O rancho entusiasma-a por ser a única forma de sair da aldeia para conhecer o País.

GLÓRIA LEITÃO

Interpretado por Catarina Avelar

Idosa, recém-enviuvada. É mãe da Presidente da Câmara, por quem Albino se pela todo. Detesta Albino. É uma mulher com maus fígados e quezilenta.

JORGE FESTAS

Interpretado por Manuel Melo

Trintão. Ainda vive com a sua mãe, Adelaide, e já não tem pai. É o cantor principal do rancho, já que é acólito e canta no coro da igreja. É a melhor voz da aldeia, o veterano do clube de hóquei em patins da terra e um gabarola por isso mesmo, embora passe a vida no banco de suplentes. Sente-se uma estrela e superior aos outros todos, embora a realidade lhe mostre que não. Nunca foi muito de trabalhar. Achava que o hóquei ia acabar por ser suficiente para lhe mudar a vida, mas tal nunca chegou a acontecer. Mas, mesmo veterano, Jorge ainda mantém essa esperança. Na vida afetiva, Jorge gaba-se de ter várias namoradas fora da aldeia, mas nunca ninguém lhe conheceu nenhuma. É um rapaz que vive daquilo que diz, mais do que daquilo que faz. Na verdade, Jorge esconde as condições em que vive, desde que a sua mãe, Adelaide, perdeu o emprego na fábrica, em tempos de pandemia. Trata-se de um caso de pobreza escondida, chegando ao ponto de passar fome, mas que Jorge esforça-se por não transparecer. Pelo contrário, começa a fazer biscates para ajudar, mas revela-se insuficiente. Jorge é um rapaz de dupla personalidade: uma dentro de casa e outra porta fora. Se na rua, é um pequeno “pavão”, em casa é um filho de uma meiguice extrema, preocupando-se profundamente com a saúde física e psicológica da sua mãe. Verá na festa, com transmissão na TVI, o grande evento para mudar a sua vida de vez.

JOÃO MARIA BRITO

Interpretado por Ricardo Trêpa

Quarentão, é um “tio” playboy da Foz, no Porto. Falido, manipulador e interesseiro. Pai de Ana Carolina e neto de Corcovada. Só namora com miúdas bem mais novas. Típico tipo que viveu toda a vida de rendimentos que, entretanto, acabaram, fazendo-o viver de esquemas para manter o estilo de vida. O grande objetivo é que a filha consiga ganhar a confiança de Corcovada e assim ficar-lhe com a herança.

LOUIS SILVA

Interpretado por Valdemar Brito

Vinte e poucos anos. Falso irmão gémeo de Vuitton. Ao contrário da irmã, sente um profundo apego a Portugal, às suas culturas e tradições. É apaixonado por literatura, em particular por Eça de Queiroz, cujos livros devora desde tenra idade. Desde pequeno sempre teve aulas de português, o que o faz falar corretamente. Tão corretamente que irrita São, que não acha isso nada fino. É o grande e único defensor do pai e o apaziguador da família. Sonha, secretamente, um dia viver em Portugal, mas sabe que isso causará um desgosto enorme à sua mãe. As suas ambições na vida passam pelos livros e por constituir família. De preferência com uma portuguesa. Conheceu Ana Carolina num curso de Verão em Tormes, na Fundação Eça de Queiroz, onde ambos se cruzaram sem saberem que partilhavam as mesmas origens da aldeia. Tem um carinho especial pela irmã, cuja tontearia o diverte tanto quanto o irrita. É confidente dos amores e desamores de Vuitton e dos seus “gigantes” dramas sobre nada.

MANUELA (NELINHA) CHAGAS

Interpretado por Inês Herédia

Vinte e muito anos. É uma rapariga espertalhona, mas não muito inteligente. Vive com os pais, de modo remediado, portanto, sem grandes preocupações com o dinheiro. Trabalha como rececionista do posto médico nos dias em que o sôtor lá dá consultas, e o dinheiro que ganha é para si. É, juntamente com Elizabete, a rapariga que mais pode investir na sua imagem, dentro do grupo de jovens da aldeia. Sonha sair daquela aldeia e irá fazer tudo para o conseguir. Manuela é, no fundo, uma deslumbrada que sonha vir a ser como as atrizes das novelas. Quer ser famosa e, se possível, camuflar as suas raízes. Aliás, nas redes sociais não revela onde vive. Não é mentirosa, mas prefere omitir certas e determinadas coisas. Tem um cuidado extremo com o seu corpo, mas isso custa-lhe a vida, pois gosta de comer e beber. Vive nessa dicotomia, portanto. Vê na ida da TVI à aldeia a sua grande oportunidade para brilhar, como a grande impulsionadora/organizadora de um Festival de Verão, de nível nacional. É a típica pessoa que tem sonhos maiores do que a capacidade que tem para os concretizar. Só que não percebe isso, pondo sempre as culpas das suas frustrações nos outros. Vai fazer tudo para ser a melhor amiga de Ana Carolina, que inveja largamente. Afetivamente, quis sempre à força toda ser namorada de Jorge, mas este não lhe liga pevas.

PAULO PIRES

Interpretado por Hélder Agapito

Na casa dos vinte e muitos anos. É carteiro... e músico amador. Não vive na aldeia, mas passa lá todos os dias. Paulo é pouco instruído e tem um enorme défice de concentração. É tão mau carteiro quanto músico. Isto porque troca a correspondência toda e anda há anos a tentar ser ele o músico da festa, sem nunca o ter conseguido. Chegou ao posto de carteiro, através do Centro de Emprego e acha-se um ótimo carteiro, super profissional. Só que está longe de o ser. Como músico, gaba-se de tocar vários instrumentos, só que é tudo instrumentos que não carecem de grande talento, tais como recoreco, ferrinhos, maracas, etc. Não se lhe conhece namoricos, mas é um rapaz atrevido, quase meio “tareco” com as raparigas bonitas. Acha, também, que a sua farda de carteiro lhe dá charme, mas, na verdade, é mesmo só ele que acha. Não se lhe conhecem as raízes, nem tão pouco alguém revela interesse nisso, pois as pessoas veem-no como o “maluquinho” da aldeia. Está convencido que é este ano que terá a oportunidade de mostrar o seu talento musical ao mundo. Mas será que sim?

PEIXOTO - JOSÉ CARLOS PEIXOTO

Interpretado por Vítor Emanuel

Cinquentão. Empreiteiro da região. É um trafulha, em particular, com os emigrantes, que não podem acompanhar as obras. Melhor amigo de Albino e isso diz tudo sobre ele. Largou a ex-família porque, em dias, enamorou-se por uma brasileira, Valquíria, e trabalha noite e dia para não lhe faltar nada. É um ciumento doentio.

SÃO SILVA

Interpretado por Sílvia Rizzo

Cinquenta e poucos anos, mulher de Fernando e mãe dos gémeos falsos, Louis e Vuitton. É costureira de arranjos em França, mas considera-se estilista. São é uma mulher vaidosa, de nariz empinado e muito despachada. Apesar de ainda gostar do marido, tem muito pouca paciência com Fernando. Acha-se super chique e gosta de ir de férias em bom. Posto isto, tem de aparecer com roupas e acessórios que ditem tendência na aldeia. Tal como o marido, fala português e francês, tudo misturado. Ama os filhos mas não entende, nem lhe agrada lá muito, que Louis seja um miúdo tão atinado e dedicado às literaturas. Amiga de infância de Aida, é com ela que mais tem de disputar o centro de atenções das mulheres da geração delas da aldeia.

TOMÉ TRINDADE

Interpretado por Pedro Teixeira

É o dono do café da aldeia, do qual se orgulha muito, pois é todo inspirado nas suas viagens. Ganharam, uma vez, um prémio do 760, o que lhe permitiu fazer uma viagem a Punta Cana e outra à Tunísia, para além das várias excursões a Quarteira, fazendo dele e de Aida as pessoas com “mais mundo” da aldeia, facto de que se gabam muito. Tomé é o “Correio da Manhã” lá do sítio, sempre detentor de toda a informação e cusquice do que se passa na aldeia. Era para ser ele o presidente da festa do ano anterior, mas por causa do Covid não houve e acha-se no direito de ser ele este ano. Só que Albino (face a ser o ano de centenário de Corcovada) não deixa, visto que estava previsto ser ele este ano. Passam a vida em guerra, e nem só por isso, visto Tomé ser o treinador de Hóquei da aldeia (diz que foi uma vez convocado à Seleção Nacional, mas não há provas) e Albino o Presidente do Clube. Tem muito orgulho na sua filha, mas não gosta que ela trabalhe diretamente com Albino na Junta, temendo as más influências, nomeadamente no sotaque do Presidente. Será, durante toda a história, o grande rival de Bino, com quem terá um conflito diário e permanente.

VALQUÍRIA LEÃO

Interpretado por Maria Sampaio

Trintona, é a recente companheira de Peixoto. Os bons atributos que fizeram Peixoto apaixonar-se por ela são os mesmo que o levam quase à loucura de ciúmes. Ninguém sabe o seu passado, mas desconfiam. No entanto, Valquíria diz que era educadora de infância no Brasil. Tirou um curso de estética e, entretanto, quer iniciar um negócio ao domicílio, patrocinado por Peixoto.