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2015/09/02

VODAFONE PAREDES DE COURA 2015 @ DIA 4

A chuva chegou no último dia do Festival Vodafone Paredes de Coura 2015

“Está a chover”?
Sim. E é o último dia de Paredes de Coura.

O tempo não ajuda a recarregar baterias, e o cansaço toma conta até dos mais audazes – é praticamente impossível reagir, e quando se chega ao recinto, há muito a acontecer. Hoje é dia no feminino, e temos a Banda do Mar a aquecer o palco principal, e mais logo Natalie Prass a dar baile no palco ao lado.

Banda do Mar no Vodafone Paredes de Coura 2015
Natalie Prass no Vodafone Paredes de Coura 2015
Contudo, e conforme foi assumido pelo diretor do Festival, foi o psicadelismo a palavra de ordem desta edição, e no último dia de Paredes de Coura 2015 estavam os Temples para cumprir o motto.

Temples no Vodafone Paredes de Coura 2015
James Bagshaw, com ares de Brian May, apresenta temas a roçar o interminável, como que uma autêntica Jam Session tirada de um Cavern Club nos anos 60.

Temas do disco Sun Structures como "Colours To Life" e "A Question Isn't Answered" provaram a capacidade que os ingleses têm de alcançar vários registos vocais, tal como a sua soberba capacidade de improviso.

Os Temples provaram assim que já meteram seu mojo a rodar, falta apenas marcarem uma posição. Aguardamos por esse dia.

Momento alto da noite (pelo menos assim esperávamos) estava a cargo de Lykke Li – responsável pelo sucesso gigante que foi Wounded Rhymes.

Lykke li no Vodafone Paredes de Coura 2015
Vestida de negro, num cenário dark e com chuva a acompanhar, esta bizarra menina deixou de ser bizarra aos olhos de muitos e foi, apenas, “normal”.

O público não reagiu em alvoroço, e os picos da atuação foram em “I Follow Rivers” e “Littler Bit”. "Hold On, We're Going Home” (versão de Drake) também agradou a plateia contida. Sem muito mais para onde “se virar”, Lykke Li desempenha o seu papel, e termina com "Don't Let Me Down" dos Beatles.

Ficou aquém do que se esperava, sem dúvida, mas talvez o cansaço geral não tenha contribuído para uma energia mais entusiasta? Que viriam então a dizer os Ratatat?

Vamos ser práticos? Os Ratatat são fixes.

São perto das 2 da manhã e vale tudo a esta altura – e os Ratatat aproveitam-se desta condição muito bem.

Há que saber dar o braço a torcer e aproveitar a energia do que nos dão, e este festim de beats com riffs sarcásticos e patetas em comunhão com imagens de periquitos e felinos, faz-nos esvaziar a mente e simplesmente deixar o corpo ir.

Temas como “Wildcat”, “Tropicana” e “Loud Pipes” ficam no ouvido, e o duo bateu o recorde de crowdsurfing, onde os seguranças no fosso passaram o concerto inteiro a recolher corpos do ar.

Ratatat no Vodafone Paredes de Coura 2015

Sente-se que o Festival está a chegar ao fim, e ninguém quer pensar demasiado - é a vez do azeite escorrer um pouco. Não há mal nisto, pelo contrário. O pessoal está feliz e é o que interessa.

Os Ratatat vão debitando temas, de sorriso na cara, altamente animados fazendo uma festa de despedida em grande no palco principal. É mais do que justo, e nós por cá dançamos e agradecemos.
Fechadas as hostes, fica um amargo na alma.

Paredes de Coura é sempre aquela magia que não queremos que acabe. Que 2016 venha rápido!

Data: 2015-08-22
Fotografia: André Roma
Texto: Li Alves


Vê aqui todas as reportagens do Festival Vodafone Paredes de Coura 2015:

- Vodafone Paredes de Coura 2015 @ Dia 1
- Vodafone Paredes de Coura 2015 @ Dia 2
- Vodafone Paredes de Coura 2015 @ Dia 3
- Vodafone Paredes de Coura 2015 @ Dia 4